Adega do Cantor – Prova no produtor

Falar da Adega do Cantor é falar da coragem de Cliff Richard em produzir vinho no Algarve.
E os Vinhos do Algarve, só ganham com esta variedade de estilos e produtores.

Mas falemos de vinhos, pois este é um blog sobre vinhos!

Adega do Cantor

Adega do Cantor
As visitas decorrem durante a semana, recomendo telefonar previamente.

Vida Nova Branco 2013
Lote de Viognier e Verdelho
Prova ainda em cuba do futuro 2013
De cor amarela clara.
Aroma floral, bastante aromático e apetitoso. Acidez fácil.
Apenas vinificado em inox.

Onda Nova Viognier 2013
Prova ainda em cuba do futuro 2013
Cor amarela bastante clara com laivos verdes.
Bom nariz, a fazer lembrar alperces. Na boca temos maior complexidade, boa fruta verde e uma acidez que faz salivar.

Vida Nova Rosé 2013
Prova ainda em cuba do futuro 2013
Lote de Syrah e Aragonês.
Aroma a groselhas e amora. Encontra-se o mesmo na boca. Com boa acidez e pode ir à mesa sem problemas.
Ali tão perto dos míticos restaurantes do Frango da Guia, será que está na carta de vinhos!?

Onda Nova Verdelho 2010
Maior sensação de untuosidade, de referir que neste foram usadas barricas, com recurso à técnica da battonage.
Nos anos seguintes alteraram o perfil e passaram a usar aparas de madeira, para trabalhar ligeiramente o vinho.
Grande boca, numa fase perfeita da sua evolução.
Frutado no nariz, mas com uma acidez capaz de o manter sempre vertical.
Muito interessante.

Onda Nova Viognier 2012
PVP €14,50 na loja do produtor
Um branco interessante com muita fruta doce no nariz, com boa acidez.
Uma excelente escolha para ir à mesa com o excelente peixe disponível nos mercados no Algarve.

VidaNovaSyrahAragonez2010
Vida Nova Tinto 2010
PVP na loja do produtor €8,00
Um lote de Syrah e Aragonez.
No nariz temos um agradável aroma a amoras e groselhas.
A boca é viva mas harmoniosa, onde a fruta vermelha domina, com boa acidez, terminado com um final agradável.

A prova ocorreu nas instalações da Adega do Cantor, durante o mês de Janeiro de 2014, conduzida pelo enólogo Ruben Pinto, ao qual agradeço a disponibilidade com que me recebeu.

Posteriormente provei o:

vida nova Reserva Syrah Aragonez 2008
Vida Nova Reserva Tinto 2008
PVP na loja do produtor €12,50
Um lote de 85% Syrah e 15% Aragonez
Já mostra alguma evolução na cor.
De aroma a cereja e uma madeira nobre.
Na boca ainda contém boa acidez, pimenta, com um fim de boca a saber a cereja preta.
A tosta faz-se notar de forma suave, adicionando outra dimensão ao vinho.
Um reserva que envelheceu bem.

Mostra e Prova de Vinhos do Alentejo

20120218-145245.jpg

Tinha feito planos para rumar ao Porto para participar no Palácio da Bolsa na EV, mas os planos foram alterados e estamos este fim-de-semana na região do Alentejo.

20120218-145720.jpg

E não é que a Câmara Municipal de Évora, em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, promove neste mesmo sábado, dia 18 de Fevereiro, uma iniciativa pública de promoção dos vinhos do Alentejo, integrada no programa cultural da 9ª edição da Rota de Sabores Tradicionais.

Perfeito!

Assim, passei boa parte da manhã na Praça Joaquim António d’Aguiar (Jardim das Canas), na sede da CVRA, numa provas de vinhos do Alentejo.

E para o fim de tarde, vai haver uma visita à Herdade da Cartuxa.

20120218-150206.jpg

De todos os vinhos em prova, hoje foram estes os que mais me agradaram:

Guadelim Tinto 2008
Um vinho totalmente novo para mim, grande surpresa.
Com um aroma fantástico a fruta, uma tosta fina e vivo.
Um vinho claramente de perfil Alentejano mas com um toque de modernidade.
Pvp €6,00

Santos Jorge Tinto 2010
Com bastante frescura, fruta fresca um vinho a respirar a melhor tradição dos vinhos do Alentejo.
Pvp €6,30

Granja-Amareleja Alfrocheiro 2009
Um alfrocheiro extremo da Cooperativa Agricola de Granja que é uma explosão de aromas no copo, um senhor vinho.
Gastronómico e quente. Resultou muito bem o estagio em barrica Francesa.
Comprei.
Pvp €8,00

Herdade dos Coteis Reserva Tinto 2009
Cor granada carregada, aroma perfumado, na boca macio com um toque agradável a madeira.
Pvp €8,00

[Irei completar o artigo nas próximas horas com os respectivos links]

Chianti Classico – Segundo dia

Neste segundo dia na região do Chianti Classico tivemos a oportunidade de visitar três produtores, com prova de vinhos e visita a adega em cada um deles.

20111019-005029.jpg

A primeira visita deu-se ao Barone Ricasoli.
Onde foi o próprio barão, Francesco Ricasoli que nos recebeu. E com a ajuda de Massimiliano Biagi, responsável da viticultura apresentaram-nos alguns dos seus vinhos.

Brolio 2009
Um vinho feito essencialmente de Sangiovese, com nove meses em madeira.
Na boca uma acidez invulgar num tinto e uns taninos muito poderosos. Marcante.

Rocca Guicciarda 2008
Francesco Ricasoli está a alterar o perfil de alguns dos seus vinhos.
Este Rocca Guicciarda, continua a ser feito quase exclusivamente com Sangiovese, e uma vez mais com uma acidez marcante e uns taninos marcantes.

Casalferro 2008
Um vinho poderoso da Toscania (IGT), 100% Merlot, mineral, fresco, cru, especiado e de uma acidez extraordinária. Foram produzidos apenas 3000 litros. Uma assinatura diferente de vinho para a casa Ricasoli, na qual tentam mostrar a modernidade e a riqueza dos seus solos.

Castello di Brolio 2008
Um blend de Sangiovese, com Cabernet Sauvignon e Merlot.
Os dezoito meses em barricas tornaram, um vinho elegante, rico em notas de especiaria. Fresco e com boa mineralidade.

Castello Di Brolio 2005
Este viria a ser o meu preferido de todos os vinhos em prova.
Ainda melhor que o de 2008, mais rico em aromas e com a madeira muito harmoniosa.

20111019-005047.jpg

O segundo produtor a ser visitado neste dia seria Castello Di Ama.

A adega surgiu no inicio dos anos setenta quando quatro famílias de Roma, decidiram rumar até ao coração do Chianti Classico para criaram o seu projecto vincula.
A propriedade têm cerca de 250 hectares, mas apenas 90 tem vinhedo, na sua grande maioria sangiovese, mas também dispõem de merlot, chardonnay e pinot noir. Anualmente produzem uma média de 350000 garrafas, com uma produção a rondar as 3500-4000 garrafas por hectare.
Os vinhos são da responsabilidade do viticultor Italiano, Marco Pallanti, que chegou a Castello Di Ama em 1982, e nunca mais abandonou esta casa da Tuscania.

Aqui têm enorme gosto pela arte contemporânea e a propriedade recebeu nestes últimos 11 anos várias peças e artistas, sendo que algumas delas passaram a fazer parte da propriedade.

Na montagem podem ver uma das peça intitulada “La Lumière intérieur du corps humain” de Chen Zhen do ano de 2005 numa das várias sala de estágio de barricas. Ao centro em neons vermelhos “Revolution/Love” de Kendell Geers do ano de 2003. Esta talvez crie a sala de estágio mais revolucionária onde já estive.

Provamos dois vintage da referência Castello Di Ama, de entre as várias que o produtor comercializa.

Castello di Ama 2006
Este Chianti Classico DOCG é um blend de Sangiovese (80%), Malvasia nera, Merlot, Cabernet Franc e Pinot Nero (20%).
Este vinho assinala o 25º ano de produção em Castello di Ama.

Castello di Ama 2007
Com o mesmo blend.

Ambos os vinhos demasiado pungentes e taninicos para o meu gosto pessoal. Talvez com mais alguns anos em cave possam tornar-se mais aveludados.
Marcante a visita essencialmente pela peças de arte em redor da propriedade. Um local extraordinário.

20111019-005107.jpg

A terceira visita do dia seria à emblemática Vignamaggio.
Como nota histórica a Villa de Vignamaggio é datada do séc. XIV. E Mona Lisa, filha dos proprietários, a familia Gherardinis, nasceu neste local em 1479.
O actual proprietário adquiriu a propriedade no final dos anos oitenta e renovou os jardins, a vinha e a adega.
Em 2004, celebraram seiscentos anos da produção de vinho neste local.
Para os amantes da sétima arte, poderão reconhecer este espaço do filme, “Much Ado about Nothing“, sobre Shakespeare, rodado nesta propriedade e realizado por Kenneth Branagh em 1992.

Hoje em dia para além de continuarem a produzir vinho, produzem azeite, prestam serviços de agroturismo, completam a oferta com um spa com vários tratamentos.

Quantos aos vinhos, passaram com elevada distinção na prova.

Terre di Prenzano 2009
100% Sangiovese
Na boca aroma a frutos vermelhos. Um vinhos mineral, fresco, correcto e bastante agradável.

Vignamaggio Chianti Classico DOCG 2009
Com este vinho procuram um novo estilo para o Chianti Classico da casa Vignamaggio, um blend de Sangiovese 80% e Merlot 20%.
Mais suave, mas mais complexo, fresco, especiado com um toque maior a madeira.

Castello di Monna Lisa Riserva 2006
Desta vez um blend de Sangiovese 80%, Merlot 10% e Cabernet Sauvignon 10%.
De aroma intenso a lembrar a Alcaçuz, na boca, taninico mas bem trabalhado pela madeira. Um estilo mais clássico. Gostei.

Wine Obsession I.G.T. Toscana 2007
As castas são Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah.
Até os produtores na região do Chianti Classico, piscam o olho ao gosto de outros consumidores.
Este é um vinhos descomplexado e com uma forte componente visual. Pois é comercializado em seis rótulos diferentes.
De cor rubi intenso, com um aroma intenso a especiarias. Na boca, groselha, fresco, suave e fácil.

Três casas distintas, cheias de história e com resultados bem diferentes.
Se tinha curiosidade em visitar a região do Chianti Classico, ao segundo dia estava rendido.
Voltarei definitivamente.

E ainda faltava um dia de provas!