Jantar Vínico Solar dos Lobos

O Restaurante Garrafeira Veneza recebeu na passada Quarta-feira 4 de Dezembro o jantar Vínico Solar dos Lobos / Grudisul.
Um restaurante que sabe tratar o vinho e onde fiquei a conhecer mais em pormenor este produtor alentejano, que celebra este ano 10 anos de existência.

Vitela
Quanto aos pratos servidos durante o jantar, as receitas são Portuguesas e confeccionadas com grande qualidade.

Solar dos Lobos

Como podem observar pela fotografia, trata-se de um produtor que dá bastante atenção à rotulagem dos seus vinhos.
Muito se deve aos destinos da empresa estarem nas mãos da filha do proprietário, ainda bem!
Pois de outra forma poderíamos ser brindados por muitos desses rótulos de qualidade artística duvidosa e que não exercem nenhum efeito positivo na hora da compra, especialmente num linear de supermercado.

Quantos produtores hipotecam as suas vendas com um mau rótulo!?
O rótulo é muito importante, na hora da escolha de um vinho!

Acerca deste tema vale a pena ler e comentar o artigo do Hugo Mendes.

Falemos agora dos vinhos provados:

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Branco 2012
Com um lote de Chardonnay, Arinto, Antão Vaz e Sauvignon Blanc. É um branco alentejano com castas internacionais com um aroma intenso, citrino e floral.
À medida de muitos paladares.
Daqueles brancos frescos, redondos e bastante suaves.
Acompanhou muito bem na entrada uma sapateira recheada.
Como se pode observar o rótulo é muito directo, quase tudo sobre o vinho se pode ler com facilidade nele.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Tinto 2012
O tinto entrada de gama, resulta do lote das castas, Touriga Nacional, Aragonês, Castelão e Trincadeira.
De cor rubi e jovem no aroma a frutos vermelhos. Na boca temos um tinto fresco e harmonioso.
Tem tudo aquilo que tornou os Vinhos do Alentejo tão populares.

Solar dos Lobos Colheita Seleccionada Tinto 2012
O Colheita Seleccionada, já vem com mais bagagem. Mais musculado e com mais aromas. Para o lote desta vez escolheram Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah e Aragonez.
Vem com um toque de especiarias no nariz que o torna mais desafiante. Na boca é mais elegante que o seu irmão, mais polido e suave.

A viagem nos tintos foi sempre em crescendo.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Touriga Nacional 2010
Lançado em Janeiro de 2012, foi um sucesso em termos comerciais, o dia dos namorados chega em Fevereiro e como confidenciou a equipa comercial, esse foi um pormenor que deram bastante atenção.
Uma vez mais, um bom rótulo faz toda a diferença.
Para esta referência vão passar a utilizar sempre a casta que mais se destacar individualmente em cada ano, o próximo vai ser um Syrah de 2011.
Quanto a esta Touriga Nacional apresenta uma cor rubi escuro. Um aroma forte a fruta madura, com passagem por madeira a tosta remete para chocolate e especiarias.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Freya Vinho Tinto 2009
Três castas, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Syrah, num lote que passou 12 meses em barricas de Carvalho Francês.
Com aromas a frutos silvestres e um toque a café. Na boca tem bom corpo, equilibrado e com acidez suficiente para se manter bastante vivo no copo.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Grande Escolha 2009
Este é o actual topo de gama.
Um lote de Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
Somos brindados no aroma com fruta madura e especiarias. A madeira utilizada no seu estágio imprimiu-lhe maior densidade no aroma. Na boca temos nervo, mas sem perder as estribeiras, mostrando-se elegante num corpo largo. Com final longo e retrogosto guloso. Tudo o que se espera num grande escolha.
Final com chave de ouro.

Felizmente que com estes vinhos não são só os rótulos que são bons, estão bem escalonados, e pode-se sentir a passagem de cada patamar. A enologia está a cargo de Susana Esteban e merece todos os créditos.

O meu agradecimento ao Solar dos Lobos pelo convite.

Jantar de apresentação Muxagat Vinhos e Quinta do Monte Xisto

Decorreu no passado dia 10 de Julho no Restaurante Garrafeira Veneza o jantar de apresentação das marcas Muxagat Vinhos e Quinta do Monte Xisto organizado pela PrimeDrinks.
Para além de servir de apresentação de dois novos vinhos, este jantar marcou também a chegada dos vinhos da família Nicolau de Almeida ao portfolio desta distribuidora.

Não escondo que sou um fã dos vinhos do Mateus Nicolau de Almeida e que tinha bastante curiosidade de o conhecer pessoalmente e de lhe poder fazer várias perguntas sobre os seus vinhos.
Assim o fiz, uma conversa muito interessante, com um produtor bastante terra à terra, que procura reinterpretar a forma de fazer vinho. Decididamente alguém que quer romper com alguma monotonia existente.
Sangue novo, com uma grande ligação ao mundo dos vinhos, mas que arrisca fora daquilo que é o establishment.
Fruto dessa irreverência haverei de escrever oportunamente sobre um outro projecto onde participa, apelidado de Vinos Subterraneos!

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O primeiro vinho a ser degustado, foi o Mux Branco DOC Douro 2012. Um branco que passou por madeira e que é um lote essencialmente de Rabigato e outras castas brancas.
Um branco com aroma a fruta doce e também a pêra com uma sensação de mineralidade no nariz muito agradável. Na boca temos um vinho com uma boa gordura, sem exagero na madeira e a confirmar-se a mineralidade, com acidez controlada e um ligeiro final salgado.

MuxagatRose12

De seguida foi apresentado uma das novidades, um novo perfil para o Muxagat Rosé DOC Douro 2012.
Um Rosé feio a partir de um lote de duas castas tintas, a Tinto Cão e a Tinta Barroca.
Com uma cor salmão bastante distinta.
O aroma é dominado pelo morango amparado pela gordura da madeira onde estagiou. Na boca transmite uma boa sensação de frescura e tem uma boa intensidade. Mostrando que a cor no vinho não é tudo.
Gostei.

Foi depois dado a provar o Mux Tinto DOC Douro 2009, já tinha publicado neste artigo a minha opinião sobre este vinho.

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Antes de sentarmos à mesa o Mateus de Almeida deu a provar o Muxagat Tinta Barroca 2011.
Um monocasta que foi vinificado em cubas de cimento. Um tinto inspirado nos tintos artesanais do Douro.
Dos seus tintos este é o meu preferido pela fruta que apresenta e pela frescura. No aroma é algo terroso, mas na boca temos a fruta a ser servida com uma frescura e uma acidez que o tornam bastante agradável e guloso.
Uma boa opção para dar a provar a quem está agora a começar a descobrir o mundo dos vinhos, pois é um vinho bastante suave.

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Já sentados à mesa foi servido o Muxagat Os Xistos Altos 2010, um 100% Rabigato. Um vinho distinto, muito elegante e a mostrar a já grande maestria na criação de um vinho.
A cor deste vinho é discreta. Os aromas apresentam-se bastante harmoniosos, destacando-se os minerais e a fruta branca.
No paladar temos a casta Rabigato em todo o seu esplendor. Com mineralidade, toque salgado, concentração e acidez, tudo na dose certa.
Já o tinha provado anteriormente e confirmei novamente a elegância deste vinho.
Parece-me bastante poupado este 17, pela Revista de Vinhos!

De seguida foi apresentado o Quinta do Monte Xisto 2011, com uma introdução prévia pelo próprio sobre como João Nicolau de Almeida adquiriu varias parcelas de terreno para formar a Quinta do Monte Xisto e torna-la um projecto familiar.
Processo que se iniciou em 1993, com identificação do local, seguido da aquisição das parcelas e em 2005 com a plantação da vinha.
Ainda sobre a vinha têm uma dimensão de 10ha, com produção biológica com princípios de agricultura biodinâmica desde a primeira hora.
As castas plantadas actualmente são: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinto Cão, Tinta da Barca, Tinta Francisca, Souzão e Roriz nas tintas com apenas Rabigato em castas brancas.

Quinta do Monte Xisto

Este Quinta do Monte Xisto 2011, é um lote de Touriga Nacional (60%), Touriga Francesa (35%) e Sousão (5%), foi vinificado em lagares de granito com pisa a pé, seguido de um estágio de 18 meses em pipas de carvalho francês e austríaco.

No nariz temos o tradicional aroma a violetas, juntamente com aromas a cerejas e ameixas com grande definição. Na boca temos a fruta bem envolta pela tosta, com uma acidez que nada exagerada, com nervo a faze-lo manter-se firme e sempre apetecível, com um final bem definido e longo.
É um vinho com excelente concentração, fresco, elegante e bem polido.
Tudo para se tornar uma nova estrela do Douro.

Um jantar que correu muito bem e no qual aprendi uma vez mais muita coisa nova sobre o mundo dos vinhos!

E a noite não terminou sem umas pequenas compras e dois dedos de conversa com o proprietário do Restaurante Garrafeira Veneza, Manuel Janeiro.

Alto Adige Terlano Sauvignon 1961

Cantina Terlan

Cantina Terlan

Desde que em Outubro passado visitei este produtor – Cantina Terlano – na região do Alto Adige com o grupo da EWBC, fiquei fã dos seus vinhos brancos.

Infelizmente ainda não consegui encontrar nenhum dos seus vinhos à venda em Portugal.

Lamentavelmente o nosso mercado é pequeno para conseguir albergar tantas marcas de vinho estrangeiro, mas esta devia ser fácil de encontrar cá, tal é a qualidade dos seus vinhos brancos!

Amanhã eles irão realizar um jantar especial – terlan senseven.
Apelidam-no de um desafio para aqueles que buscam emoções autênticas.
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso, se o rigor na cozinha for igual à maneira com que fazem vinho, vai ser um momento único!

E o jantar vai ser servido na impressionante sala de estágio das barricas da adega.
Esta sala não é meramente decorativa, funciona mesmo como sala de estágio!

Partilho o menu, a grande estrela vai ser um vinho branco de 61, deverá ser pura magia!

Menu

Muse-Bouches

Spuma di asparagi bianchi di Terlano alla mandorla amara
con uovo di quaglia e pepe nero affumicato (Ristorante Perbellini)

Salmerino su letto di asparagi bianchi, fondo di piselli menta
e caviale di Salmerino (Restaurant St. Hubertus)

Crema di cavolfiore con ravioli ripieni di asparagi liquidi
e gamberi di fiume (Restaurant St. Hubertus)

Alto Adige Sauvignon “Asparagi” 2011

Antipasto

Gelatina di aglio orsino con mousse di asparagi, anguilla caramellata
e spugna di spugnole (Restaurant St. Hubertus)

Kreuth Alto Adige Terlano Chardonnay 2010

Primo Piatto

Risotto mantecato agli asparagi bianchi di Terlano,
aria di cipollotto e aceto invecchiato (Ristorante Perbellini)

Quarz Alto Adige Terlano Sauvignon Blanc 2010
Quarz Alto Adige Terlano Sauvignon Blanc 2005

Secondi Piatti

Astice speziato e asparagi bianchi di terlano grigliati
con salsa al bacon e pistacchi tostati (Ristorante Perbellini)

Vorberg Alto Adige Terlano Pinot Bianco Riserva 2009
Vorberg Alto Adige Terlano Pinot Bianco Riserva 2006

Trippa con filetto di vitello
e chips di asparagi selvatici (Restaurant St. Hubertus)

Nova Domus Alto Adige Terlaner Riserva 2009
Nova Domus Alto Adige Terlaner Riserva 2005

Hightlight

Alto Adige Terlano Sauvignon 1961

Dessert

Il Buffet dei piccoli divertimenti
della nostra Pasticceria (Ristorante Perbellini)

Juvelo Alto Adige Gewürztraminer Passito 2010

Jantar vínico Herdade do Esporão – Private Selection na Quinta da Ria Golf

Vinhos servidos ao jantar

Sexta-feira 13, jantar vínico na club house do campo de Golfe da Quinta da Ria.

Rolo de Peru Recheado com Requeijão, Pimenta Rosa e Mel de Rosmaninho
Rolo de Peru recheado com requeijão, pimenta rosa e mel de rosmaninho.

O welcome drink, escolhido para nos receber foi o Espumante da Herdade do Esporão Bruto 2010.
Este espumante têm um aspecto límpido, apresenta uma bolha fina e um cordão vibrante e de paladar elegante.
Acompanhanou muito bem o rolo de peru recheado.

Luís Patrão
Luís “Vadio” Patrão – a brindar com espumante.

A presença do enólogo Luís Patrão da Herdade do Esporão, animou e tornou o jantar ainda mais interessante.
Saber que uma ida sua à Australia lhe viria a mudar a vida por completo, confirma que muitas vezes temos que fazer o que o coração nos pede e não aquilo que parece ser o mais acertado.
Um lição para o futuro.

Carpaccio de Novilho com Lâminas de Parmesão e Rúcula, perfumado com Vinagre Balsâmico de Modena
Carpaccio de novilho com lâminas de Parmesão e rúcula, perfumado com vinagre balsâmico de Modena.

Este Carpaccio de novilho arrancou muitos sorrisos na mesa juntamente com o Esporão Reserva Branco 2011.
Em 2011 com as castas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. Com um nariz a apontar para citrinos e a denunciar um excelente trabalho em barricas. Na boca afinado, redondo com a tosta em boa proporção.

Lombinho de Bacalhau com Broa de Milho e Batata a Murro
Lombinho de bacalhau com broa de milho e batata a murro.

Bacalhau, broa e batata a murro, uma tríplice que não falha! E o lombinho tinha o sal no ponto.
Para acompanhar tivemos o Esporão Private Selection Branco 2010, um blend de Semillon, Marsanne e Roussane.
De cor palha, o aroma doce, a fazer lembrar fruta – perâ, envolto nas notas fumadas da madeira. Na boca é encorpado, cremoso e elegante.
Não se podia esperar outra coisa pois estavamos a beber um dos vinhos de topo desta casa do Alentejo.

Peito de Perdiz Assado
Peito de perdiz assado sobre seu osso, perna confitada, cebolada e emulsão de Vinho do Porto branco e uvas frescas.

O prato de carne foi apresentado com esta maestria pelo Chef Humberto Paulos, um ninho de perdiz feito com batata frita.
Não só tinha boa apresentação como sabia muito bem. Fantástica a calda que cobria as uvas.

Perdiz, Alentejo – Esporão Private Selection Tinto 2008.
Elaborado a partir das castas, Alicante Bouchet, Aragonês e Syrah.
De uma cor granada profunda, aroma a frutos pretos com um agradável sabor a tosta. Na boca sedoso, os taninos – sempre os taninos – robustos. Um vinho denso com um final longo.

Um vinho competente que nos ajuda a educar o nosso palato.

Toucinho-do-Céu de Murça com Gelado de Baunilha e Coli de Morango
Toucinho-do-Céu de Murça com gelado de baunilha e Coli de morango.

O que melhor que um vinho do Porto para ligar com um Toucinho-do-Céu confeccionado no próprio dia?
O Quinta dos Murças Old Tawny 10 Years é um vinho fortificado do Esporão.
Apresenta um cor âmbar, com um aroma onde sobressaem os aromas a frutos secos e um ligeiro toque a baunilha. O paladar é elegante e com boa frescura no final.

Boa companhia, bons pratos e grandes vinhos, foi um jantar perfeito à prova de qualquer superstição.

Jantar vínico do Winemine Club com a Herdade da Maroteira

A Diocese do Algarve têm no Santuário da Mãe Soberana em Loulé, um dos seus mais emblemáticos santuários, o mesmo acontece com os apaixonados pelo vinho com o Restaurante Garrafeira Veneza no sítio de Mem Moniz, em Paderne no Algarve.

Restaurante Veneza

Muitos restaurantes têm as paredes engalanadas de obras de arte de dúbia qualidade e valor artístico, no Veneza, as paredes estão cobertas com uma criteriosa selecção de vinhos do mundo!
A lista de vinhos é tão extensa que podia criar um blog só dedicado ao Veneza.
A comida servida é confort food, realizada com carinho e atenção, correcta sem malabarismos nem salamaleques.

Os jantares vínicos do Winemine Club normalmente realizam-se aqui e aceitei com todo o gosto o convite da Claire Larson, para participar.

O produtor convidado foi Philip Mollet da Aldeia da Serra D’Ossa da Herdade da Maroteira.

Vinhos Herdade da Maroteira

O primeiro vinho a ser servido foi o 10 Gulden Rosé 2010, com aroma e sabor predominantemente a frutos vermelhos bem frescos.
Um Rosé 100% Syrah, diferente do habitual pelo seu final marcadamente seco.
A pedir um final de tarde e uma boa conversa entre amigos.

A Herdade da Maroteira acenta os seus vinhos essencialmente entre as castas Syrah e Viognier.

Vinhos Herdade da Maroteira

Seguidamente o 10 Gulden Branco 2010, mais um extremo desta vez de Viognier, que só conheceu o inox.
No nariz aromas tropicais, um branco que surpreende na boca pela densidade.

Acompanhou o bacalhau à Conde da Guarda, ainda um outro vinho o Cem Reis Viognier 2010, novamente um estremo.
Um vinho mais gastronómico, com uma untuosidade gulosa e com um toque especiado.
Gostei.

Estes brancos da Herdade da Maroteira, nem parece que são da região do Alentejo.

É por esta variedade que acho tão interessante o mundo dos vinhos!
E foi sobre isso que falamos durante todo o jantar.

Vitela Estufada

Para acompanhar a vitela estufada, foi servido primeiro o 10 Gulden Tinto 2010.
Este é um blend e não um mono casta como todo os outros vinhos apresentados pela Herdade da Maroteira.
Com um nariz bastante vivo devido aos perfumes da madeira e das especiarias. Na boca encontramos boa fruta, com boa acidez.

Vinhos Herdade da Maroteira

Para encerrar a noite em grande foi servido o Cem Reis Syrah 2010.
O enólogo que trabalhou todos este vinhos é António Maçanita.
Um vinho com uma grande concentração de fruta fresca muito forte. A sensação de especiarias habitual nesta casta sente-se neste vinho levemente, conferindo apenas subtileza.
Um Syrah a ter em conta.
Comprei o 2009 para perceber como evolui a grande concentração de fruta com o tempo.

Fiquei com muito boa impressão dos vinhos da Herdade da Maroteira.
Pois para além da qualidade que lhe é reconhecida, não têm um portfolio tradicional e isso agrada-me.

Jantar vínico da PrimeDrinks no campo de golfe do Benamor Golf

Sexta-feira 02 de Março à noite, jantar vínico da PrimeDrinks no campo de golfe do Benamor Golf em Tavira.
E noite de Benfica – Porto, para os mais desatentos sou um fã incondicional do Sporting Clube de Portugal!
Os resultados que eu pretendia não se verificaram no fim-de-semana como todos sabemos, o empate do Benfica – Porto e a vitória do Sporting Clube de Portugal frente ao V. de Setúbal.
Mas felizmente que nem tudo é como uma má noite de futebol, este foi um jantar vínico muito agradável!

Jantar PrimeDrinks no Benamor Golf
Variedade de canapés com base em produtos regionais

Na sala, sentado existe apenas um Portista, ferrenho!
Quem será!?

Sopa de conquilhas com coentros da horta
Sopa de conquilhas com coentros da horta

Na mesa aterram, Follies Alvarinho 2010 e Herdade do Esporão Verdelho 2011.
Recordo-me do Follies Alvarinho de um outro jantar, frutado, florar, mas não me consegue arrancar o sorriso. O Verdelho do Esporão toca tropicalismo, alguma mineralidade mas só pensava em encontrar coquilhas na sopa.
Ou o desejo de Benfica – Porto empaterem seria mais forte?
O Benfica por esta altura estava a ganhar, temia não provar o Tawny nem o Colheita Tardia à sobremesa do Esporão.

Lombo de Tamboril com camarão e seu molho
Lombo de Tamboril com camarão e seu molho

O próximo flight continha o Esporão Private Selection Branco 2010 e o Herdade do Grous Reserva Branco 2010.
O trabalho em barricas do Grous acabou por sobrepor-se e fazer-me repetir. O volume de boca, a baunilha e a miniralidade deste vinho encantaram-me.
Começo a perceber que ando a adorar vinhos com madeira.

Medalhões de novilho com molho de foie gras
Medalhões de novilho com molho de foie gras

E o que dizer da próxima four ball?
Afinal estávamos num campo de golfe – em Português enófilo, o que dizer dos próximos quatro vinhos?

Primeiro do que tudo, fiz as pazes com o Quinta dos Murças Reserva 2008, da primeira vez que o provei achei-o bastante discreto, desta vez mais firme e mais equilibrado. Um senhor vinho do Douro.
Esporão Private Selection Tinto 2008, os taninos, sempre os taninos! Um vinho que marca pela robustez dos taninos e persistencia na boca, basta um gole.
Herdade do Esporão Alicante Bouchet 2008, concentração subtil de sabores, gostei bastante, sabe bem a vinho!
Quanto ao Herdade dos Grous Reserva Tinto 2009, fez-me lembrar outros jantares, muito concentrado, fruta, um vinho que se fixa e que se quer reencontrar com amigos.

Tarte de Alfarroba e Figo
Tarte de Alfarroba e Figo

Ao provar o Herdade do Esporão Colheita Tardia 2010, fez-me lembrar a visita à Herdade do Esporão (ver fotos), com o José Besteiro, o Diogo Rodrigues, o Daniel Matos, o Jorge Nunes e restante grupo.
Aquela tarde torrida de Julho quando visitamos sobe o nome Desafios da Adega a Herdade do Esporão.
Quanto ao vinho fortificado Quinta das Murças Tawny 10 anos, acho que foi a combinação ideial para a Tarte de Alfarroba e Figo, suficientemente intenso e persistente para tanta doçura desta tarte.

Um grande jantar pelos vinhos e pela companhia, obrigado à PrimeDrinks, pelo convite.

O único adepto do F. C. do Porto no jantar foi o enólogo, David Baverstock.

Jantar vínico Herdade da Malhadinha Nova na Quinta da Ria Golf

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova

Realizou-se no passado Sábado 25 de Fevereiro no Club House da Quinta da Ria Golf mais um jantar vínico, desta feita com uma casa Alentejana, a Herdade da Malhadinha Nova.

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova
Amouse bouche – Graviax de Salmão

O primeiro vinho a ser servido foi o Antão Vaz da Peceguina 2010.
Amarelo no copo, citrino no nariz, amanteigado na boca, cheio, persistente.
Não sendo um fanático desta casta, agradou-me este vinho.

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova
Folhado de queijo Mascarpone, tomate seco ao sol e Cnel de compota de abóbora

Esta entrada teve a companhia do Monte da Peceguina Branco 2010, um branco com alguma acidez, alguma frescura, mas não me cativou. Nesta noite até o achei um branco banal.

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova
“O nosso” Arroz de marisco

E à terceira um branco que me cativou Malhadinha Branco 2009.
Um branco mais complexo, devido ao seu estágio em madeira. Notas de alperce, com mais volume, acidez, com mais corpo.
Ufa, salvou os brancos da Malhadinha!

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova
Tornedó Rossini, molho aux Champignon. Ducel de azeitona preta e batata Algarvia

Estes são jantares vínicos, mas a comida servida neles tem estado muito agradável, este tornedó estão estava tremendo.
Para acompanhar um tinto bastante feminino, o Monte da Peceguina Tinto 2010.
No aroma vinoso, com fruta vermelha madura. Na boca temos um vinho macio, com taninos mas sedosos. E de final longo e persistente.
O jantar estava a começar aqui oficialmente para mim.

Jantar Vínico Quinta da Ria - Herdade da Malhadinha Nova
Parfait com molho de caramelo e gelatina de tangerina

Esta sobremesa teve a oportunidade de ser acompanhada pelo Malhadinha Tinto 2009.

O Sérgio, com quem já havia jantado no último jantar estava em êxtase, ele é um fã incondicional dos vinhos da Malhadinha Nova!
Confidenciou que fez de tudo para estar presente.

Os pratos servidos estavam excelentes e a companha da enóloga Filipa Silva, da Herdade da Malhadinha Nova também foi muito interessante e proporcionou bons momentos.
Sobre o Malhadinha Tinto 2009, anotei no aroma a fruta fresca e a exuberância que apresentava.
Na boca pimenta, madeira, forte, denso, mas harmonioso, até café consegui encontrar. Tendo um final tostado.
Chave de ouro neste jantar.

A sobremesa já tinha acabado à muito e ainda estávamos em acesa conversa.
Um grande jantar.

Jantar vínico Herdade dos Grous na Quinta da Ria

As fotografias do jantar já estavam há muito disponíveis online, mas o artigo teimava em não sair!
Este como outros que não tiveram tempo de serem publicados em 2011.

7ª Algarvini -

Assim, a 21 de Outubro de 2011 no Club House da Quinta da Ria Golf, realizava-se mais um jantar vínico desta vez com os vinhos da Herdade dos Grous.

Salada de Carangueijo
Salada de carangueijo com molho de abacate e vinagre balsâmico.
O vinho escolhido para acompanhar a salada foi o Herdade dos Grous branco 2010. Um branco sem estágio em madeira, de aromas tropicais com boa acidez.

Selecção de Coelho em papilhote
Selecção de coelho em papiplhote com ameixa de Elvas, queijo fresco e cebolinho.
A entrada foi armonizada com o Herdade dos Grous Reserva Branco 2010, um vinho com uma fruta mais madura, que estagiou em barricas de carvalho Francês.

Peixe-galo escalfado
Peixe-galo escalfado com aveludado de amêijoas, crocante de bacon e legumes da época salteados.
Com o prato de peixe foi-nos servido o Herdade dos Grous Moon Harvested 2009, um monovarietal de Alicante Bouschet, um vinho complexo com notas de chocolate no final. As uvas para o Herdade dos Grous Moon Harvested 2009 são provenientes de um talhão com cerca de 2 hectares. Este é um vinho biodinâmico e no qual o processo da apanha da uva dura entre quatro a cinco horas, e é realizado de madrugada.
Outra curiosidade é que todo o processo conta com a participação à distância de uma professora universitária Australiana especialista em biodinâmica.

Carré de Borrego
Carré de borrego Alentejano em crosta de rosmaninho, yorkshire pudding e creme de ervilhas.
Com o borrego foi servido o Herdade dos Grous Reserva Tinto 2009, um blend de Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Tinta Miúda. Um vinho tinto ainda mais complexo e com uma boa acidez fruto da incorporação da Tinta Miúda neste lote.

Pêra Bela Helena
Pêra bela Helena.

Neste delicioso jantar em Cacela Velha esteve presente Ricardo Silva da equipa de enologia da Herdade dos Grous para nos falar sobre os vinhos que produzem no Baixo Alentejo em Albernôa.

Jantar no Ristorante Solociccia – #EWBC

Depois de um fantástico segundo dia de provas de grandes vinhos da região do Chianti Classico, seria este o restaurante indicado para um grupo de wine bloggers vindos dos quatro cantos do mundo?
Creio que sim!
O Ristorante Solociccia, é a extensão do trabalho artístico deste talhante, Dario Cecchini.

O restaurante é conceptual, seis pratos de carne, acompanhados com vegetais sazonais, feijão branco com azeite, pão, bolo, café e um quarto de litro de grappa.
E não servem bifes!

O vinho servido ao jantar não podia ser outro, só vinho tinto seleccionado pelo Consorzio Chianti Classico.


Menu:

Muzzle and Broth
Spicy meat ragu on toast
Batter fried meats and vegetables
Rosemary up your bum
Fresh, raw garden vegetables
Garbanzo and white beans
Beef roasts
Boiled beef and vegetable salad
Braised meats
Homemade focaccia and Tuscan bread
Water with and without bubbles
Coffee, olive oil cake
Grappa and Italian Military spirits

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Dario The Butcher from Joe Becerra on Vimeo.

Check out this video of the impromptu party at Dario’s butcher shop, L’Antica Macelleria in Panzano in Chianti. I don’t think you will find this same experience any time soon at your local butcher shop.

Dario Cecchini, nos últimos 35 anos tem-se dedicado a ser o melhor homem do talho possível.
Procurando fazer desta profissão uma arte, para descobrir o melhor corte e métodos de confecção para cada pedaço de carne.
O seu objetivo é respeitar o animal, usando cada parte da melhor maneira possível. Considera a hospitalidade sagrada, e no seu talho podemos comprar carne bovina, suína, e quando na época, cordeiro.

Imperdivél!

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