Jantar Vínico Solar dos Lobos

O Restaurante Garrafeira Veneza recebeu na passada Quarta-feira 4 de Dezembro o jantar Vínico Solar dos Lobos / Grudisul.
Um restaurante que sabe tratar o vinho e onde fiquei a conhecer mais em pormenor este produtor alentejano, que celebra este ano 10 anos de existência.

Vitela
Quanto aos pratos servidos durante o jantar, as receitas são Portuguesas e confeccionadas com grande qualidade.

Solar dos Lobos

Como podem observar pela fotografia, trata-se de um produtor que dá bastante atenção à rotulagem dos seus vinhos.
Muito se deve aos destinos da empresa estarem nas mãos da filha do proprietário, ainda bem!
Pois de outra forma poderíamos ser brindados por muitos desses rótulos de qualidade artística duvidosa e que não exercem nenhum efeito positivo na hora da compra, especialmente num linear de supermercado.

Quantos produtores hipotecam as suas vendas com um mau rótulo!?
O rótulo é muito importante, na hora da escolha de um vinho!

Acerca deste tema vale a pena ler e comentar o artigo do Hugo Mendes.

Falemos agora dos vinhos provados:

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Branco 2012
Com um lote de Chardonnay, Arinto, Antão Vaz e Sauvignon Blanc. É um branco alentejano com castas internacionais com um aroma intenso, citrino e floral.
À medida de muitos paladares.
Daqueles brancos frescos, redondos e bastante suaves.
Acompanhou muito bem na entrada uma sapateira recheada.
Como se pode observar o rótulo é muito directo, quase tudo sobre o vinho se pode ler com facilidade nele.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Tinto 2012
O tinto entrada de gama, resulta do lote das castas, Touriga Nacional, Aragonês, Castelão e Trincadeira.
De cor rubi e jovem no aroma a frutos vermelhos. Na boca temos um tinto fresco e harmonioso.
Tem tudo aquilo que tornou os Vinhos do Alentejo tão populares.

Solar dos Lobos Colheita Seleccionada Tinto 2012
O Colheita Seleccionada, já vem com mais bagagem. Mais musculado e com mais aromas. Para o lote desta vez escolheram Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah e Aragonez.
Vem com um toque de especiarias no nariz que o torna mais desafiante. Na boca é mais elegante que o seu irmão, mais polido e suave.

A viagem nos tintos foi sempre em crescendo.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Touriga Nacional 2010
Lançado em Janeiro de 2012, foi um sucesso em termos comerciais, o dia dos namorados chega em Fevereiro e como confidenciou a equipa comercial, esse foi um pormenor que deram bastante atenção.
Uma vez mais, um bom rótulo faz toda a diferença.
Para esta referência vão passar a utilizar sempre a casta que mais se destacar individualmente em cada ano, o próximo vai ser um Syrah de 2011.
Quanto a esta Touriga Nacional apresenta uma cor rubi escuro. Um aroma forte a fruta madura, com passagem por madeira a tosta remete para chocolate e especiarias.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Freya Vinho Tinto 2009
Três castas, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Syrah, num lote que passou 12 meses em barricas de Carvalho Francês.
Com aromas a frutos silvestres e um toque a café. Na boca tem bom corpo, equilibrado e com acidez suficiente para se manter bastante vivo no copo.

Solar dos Lobos
Solar dos Lobos Grande Escolha 2009
Este é o actual topo de gama.
Um lote de Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
Somos brindados no aroma com fruta madura e especiarias. A madeira utilizada no seu estágio imprimiu-lhe maior densidade no aroma. Na boca temos nervo, mas sem perder as estribeiras, mostrando-se elegante num corpo largo. Com final longo e retrogosto guloso. Tudo o que se espera num grande escolha.
Final com chave de ouro.

Felizmente que com estes vinhos não são só os rótulos que são bons, estão bem escalonados, e pode-se sentir a passagem de cada patamar. A enologia está a cargo de Susana Esteban e merece todos os créditos.

O meu agradecimento ao Solar dos Lobos pelo convite.

Jantar de apresentação Muxagat Vinhos e Quinta do Monte Xisto

Decorreu no passado dia 10 de Julho no Restaurante Garrafeira Veneza o jantar de apresentação das marcas Muxagat Vinhos e Quinta do Monte Xisto organizado pela PrimeDrinks.
Para além de servir de apresentação de dois novos vinhos, este jantar marcou também a chegada dos vinhos da família Nicolau de Almeida ao portfolio desta distribuidora.

Não escondo que sou um fã dos vinhos do Mateus Nicolau de Almeida e que tinha bastante curiosidade de o conhecer pessoalmente e de lhe poder fazer várias perguntas sobre os seus vinhos.
Assim o fiz, uma conversa muito interessante, com um produtor bastante terra à terra, que procura reinterpretar a forma de fazer vinho. Decididamente alguém que quer romper com alguma monotonia existente.
Sangue novo, com uma grande ligação ao mundo dos vinhos, mas que arrisca fora daquilo que é o establishment.
Fruto dessa irreverência haverei de escrever oportunamente sobre um outro projecto onde participa, apelidado de Vinos Subterraneos!

muxbranco11

O primeiro vinho a ser degustado, foi o Mux Branco DOC Douro 2012. Um branco que passou por madeira e que é um lote essencialmente de Rabigato e outras castas brancas.
Um branco com aroma a fruta doce e também a pêra com uma sensação de mineralidade no nariz muito agradável. Na boca temos um vinho com uma boa gordura, sem exagero na madeira e a confirmar-se a mineralidade, com acidez controlada e um ligeiro final salgado.

MuxagatRose12

De seguida foi apresentado uma das novidades, um novo perfil para o Muxagat Rosé DOC Douro 2012.
Um Rosé feio a partir de um lote de duas castas tintas, a Tinto Cão e a Tinta Barroca.
Com uma cor salmão bastante distinta.
O aroma é dominado pelo morango amparado pela gordura da madeira onde estagiou. Na boca transmite uma boa sensação de frescura e tem uma boa intensidade. Mostrando que a cor no vinho não é tudo.
Gostei.

Foi depois dado a provar o Mux Tinto DOC Douro 2009, já tinha publicado neste artigo a minha opinião sobre este vinho.

MuxagatTintaBarroca11

Antes de sentarmos à mesa o Mateus de Almeida deu a provar o Muxagat Tinta Barroca 2011.
Um monocasta que foi vinificado em cubas de cimento. Um tinto inspirado nos tintos artesanais do Douro.
Dos seus tintos este é o meu preferido pela fruta que apresenta e pela frescura. No aroma é algo terroso, mas na boca temos a fruta a ser servida com uma frescura e uma acidez que o tornam bastante agradável e guloso.
Uma boa opção para dar a provar a quem está agora a começar a descobrir o mundo dos vinhos, pois é um vinho bastante suave.

MuxagatOsXistosAltos10

Já sentados à mesa foi servido o Muxagat Os Xistos Altos 2010, um 100% Rabigato. Um vinho distinto, muito elegante e a mostrar a já grande maestria na criação de um vinho.
A cor deste vinho é discreta. Os aromas apresentam-se bastante harmoniosos, destacando-se os minerais e a fruta branca.
No paladar temos a casta Rabigato em todo o seu esplendor. Com mineralidade, toque salgado, concentração e acidez, tudo na dose certa.
Já o tinha provado anteriormente e confirmei novamente a elegância deste vinho.
Parece-me bastante poupado este 17, pela Revista de Vinhos!

De seguida foi apresentado o Quinta do Monte Xisto 2011, com uma introdução prévia pelo próprio sobre como João Nicolau de Almeida adquiriu varias parcelas de terreno para formar a Quinta do Monte Xisto e torna-la um projecto familiar.
Processo que se iniciou em 1993, com identificação do local, seguido da aquisição das parcelas e em 2005 com a plantação da vinha.
Ainda sobre a vinha têm uma dimensão de 10ha, com produção biológica com princípios de agricultura biodinâmica desde a primeira hora.
As castas plantadas actualmente são: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinto Cão, Tinta da Barca, Tinta Francisca, Souzão e Roriz nas tintas com apenas Rabigato em castas brancas.

Quinta do Monte Xisto

Este Quinta do Monte Xisto 2011, é um lote de Touriga Nacional (60%), Touriga Francesa (35%) e Sousão (5%), foi vinificado em lagares de granito com pisa a pé, seguido de um estágio de 18 meses em pipas de carvalho francês e austríaco.

No nariz temos o tradicional aroma a violetas, juntamente com aromas a cerejas e ameixas com grande definição. Na boca temos a fruta bem envolta pela tosta, com uma acidez que nada exagerada, com nervo a faze-lo manter-se firme e sempre apetecível, com um final bem definido e longo.
É um vinho com excelente concentração, fresco, elegante e bem polido.
Tudo para se tornar uma nova estrela do Douro.

Um jantar que correu muito bem e no qual aprendi uma vez mais muita coisa nova sobre o mundo dos vinhos!

E a noite não terminou sem umas pequenas compras e dois dedos de conversa com o proprietário do Restaurante Garrafeira Veneza, Manuel Janeiro.

Alto Adige Terlano Sauvignon 1961

Cantina Terlan

Cantina Terlan

Desde que em Outubro passado visitei este produtor – Cantina Terlano – na região do Alto Adige com o grupo da EWBC, fiquei fã dos seus vinhos brancos.

Infelizmente ainda não consegui encontrar nenhum dos seus vinhos à venda em Portugal.

Lamentavelmente o nosso mercado é pequeno para conseguir albergar tantas marcas de vinho estrangeiro, mas esta devia ser fácil de encontrar cá, tal é a qualidade dos seus vinhos brancos!

Amanhã eles irão realizar um jantar especial – terlan senseven.
Apelidam-no de um desafio para aqueles que buscam emoções autênticas.
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso, se o rigor na cozinha for igual à maneira com que fazem vinho, vai ser um momento único!

E o jantar vai ser servido na impressionante sala de estágio das barricas da adega.
Esta sala não é meramente decorativa, funciona mesmo como sala de estágio!

Partilho o menu, a grande estrela vai ser um vinho branco de 61, deverá ser pura magia!

Menu

Muse-Bouches

Spuma di asparagi bianchi di Terlano alla mandorla amara
con uovo di quaglia e pepe nero affumicato (Ristorante Perbellini)

Salmerino su letto di asparagi bianchi, fondo di piselli menta
e caviale di Salmerino (Restaurant St. Hubertus)

Crema di cavolfiore con ravioli ripieni di asparagi liquidi
e gamberi di fiume (Restaurant St. Hubertus)

Alto Adige Sauvignon “Asparagi” 2011

Antipasto

Gelatina di aglio orsino con mousse di asparagi, anguilla caramellata
e spugna di spugnole (Restaurant St. Hubertus)

Kreuth Alto Adige Terlano Chardonnay 2010

Primo Piatto

Risotto mantecato agli asparagi bianchi di Terlano,
aria di cipollotto e aceto invecchiato (Ristorante Perbellini)

Quarz Alto Adige Terlano Sauvignon Blanc 2010
Quarz Alto Adige Terlano Sauvignon Blanc 2005

Secondi Piatti

Astice speziato e asparagi bianchi di terlano grigliati
con salsa al bacon e pistacchi tostati (Ristorante Perbellini)

Vorberg Alto Adige Terlano Pinot Bianco Riserva 2009
Vorberg Alto Adige Terlano Pinot Bianco Riserva 2006

Trippa con filetto di vitello
e chips di asparagi selvatici (Restaurant St. Hubertus)

Nova Domus Alto Adige Terlaner Riserva 2009
Nova Domus Alto Adige Terlaner Riserva 2005

Hightlight

Alto Adige Terlano Sauvignon 1961

Dessert

Il Buffet dei piccoli divertimenti
della nostra Pasticceria (Ristorante Perbellini)

Juvelo Alto Adige Gewürztraminer Passito 2010