Chocco Chino 2010

Chocco Chino 2010

Nota: Vinho enviado pela Thierry’s.

O Chocco Chino 2010, é o primeiro monocasta Shiraz Sul Africano que provo.

É um vinho produzido pela KWV na África do Sul e comercializado pela Thierry’s a partir do Reino Unido.
Sobre a Thierry’s dizer que é uma empresa com mais de trinta anos de actividade, dedicada à comercialização de vinhos do mundo e sedeada em Romsey, Hampshire no Reino Unido.
Não tenho nenhuma ligação comercial com nenhuma destas empresas.

Desde Novembro de 2006 que utilizo o Twitter, e considero-o uma ferramenta bastante potente no que toca à comunicação. É bastante mais rápida do que o Facebook ou outra qualquer rede social para trocar impressões.
A razão pela qual estou a provar este Chocco Chino 2010 da Thierry’s, é bastante simples, eles através da sua conta do Twitter @thierryswine perguntaram quem estava interessado em prova-lo e eu respondi que sim. Simples, numa questão de dias o vinho chegava pelo correio.

Uma maneira diferente de promover um produto.

Falando agora sobre o Chocco Chino 2010, comecemos por fora.
É uma garrafa de 0,750ml tipo Bordeaux, com tampa de rosca.
O rótulo é bastante interessante e diferente dos que tenho visto normalmente em Portugal. Contem o ano de produção, nome do vinho, casta, nota de prova, prato recomendado para servir o vinho e país de origem.
Pelo rótulo arrisco a dizer que se trata de um vinho direccionado para um consumidor que está a começar no mundo do vinho.
A nota de foodparing, para o cordeiro assado no forno é bastante perspicaz e aponta uma vez mais para a aposta que fazem num determinado tipo de consumidor que não quer pensar muito. Ainda à alguns dias trocava mensagens sobre o espaço que as marcas brancas estão a ganhar nos lineares e este é um vinho criado por um importador para um determinado país.

O conceito do vinho também é interessante, contam eles que o enólogo gostava de vir a tornar-se um barista, mas o apelo do vinho foi mais forte e tornou-se enólogo.
Assim com o shiraz sul Africano e com barricas de carvalho tentaram criar um vinho que se assemelhasse ás características do café moca.

No aroma chocolate e notas de tosta. Na boca uma acidez agradável, tostado e fresco. O final de boca é longo e agradável de sabor achocolatado.

Gostei, talvez porque sou um apaixonado por café, por vinhos com acidez, tosta, Syrah e gosto de provar vinhos do mundo.

Um vinho bem feito, a pensar muito no consumidor.