José de Sousa Tinto 2011

jose de sousa 2011

Provei mais um dos novos lançamentos da casa José Maria da Fonseca, o José de Sousa 2011, um vinho tinto Alentejano produzido em Reguengos de Monsaraz.
Com a compra em 1986 da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, a JMF podia juntar ao seu portfolio, o terroir de Monsaraz, as castas tintas Trincadeira, Aragonês, a Grand Noir e a tradição de fermentar vinhos em ânforas de barro.

Quem nunca bebeu água por uma quarta de barro, nunca poderá entender este vinho na sua totalidade.
Esta frase faz todo o sentido nas referências José de Sousa, pois todas eles seguem uma tradição ancestral de vinificar em talhas de barro.

Este tinto de 2011, no copo apresenta uma bonita cor vermelha bastante densa.
No nariz temos um aroma quente, ameixas passa bem maduras com uma baunilha muito suave fruto do estágio em madeira.

É na boca que este vinho surpreende pela frescura e pelo gosto identico ao de beber água por uma quarta de barro. Mesmo que apenas uma parte tenha fermentado em potes de barro.
Faz-me regressar rapidamente ás minhas primeiras memórias que tenho das idas ao Alentejo e onde bebia água que refrescava em quartas de barro.
As minhas peças preferidas de barro foram sempre os de Cacheiro, de Nisa, com os seus desenhos com pedaços de brita branca num barro vermelho sem estar vidrado.

Mas voltando a este vinho Alentejano, na boca encontramos uma vez mais as agradáveis ameixas maduras e os taninos vêm embalados em barro, o que lhe dá uma certa diferenciação. A madeira apenas marcou suavemente o vinho.

Um vinho Alentejano muito agradável com perfil mais clássico. A evocar os tempos em que os romanos terão chegado a este território para o marcar para sempre.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

2 thoughts on “José de Sousa Tinto 2011

  • 27 Junho, 2013 at 9:36
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    Acho fantástico quando um vinho consegue uma ligação dessas a uma das nossas memórias. Esse vinho torna-se de imediato especial e único e são poucos os vinhos que o fazem. Fico feliz por ti e vou continuar a procurar um que me faça sentir algo semelhante.

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    • 27 Junho, 2013 at 9:51
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      Se este já é especial. O Mayor é sublime no que diz respeito aos aromas a barro.

      Perfis diferenciados nos vinhos Alentejanos.

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