Periquita Branco 2013

Piriquita Branco 2013
A marca Periquita foi registada em 1941, mas tudo começa por volta de 1846.
Quando José Maria da Fonseca adquiriu a propriedade Cova da Periquita na região de Setúbal e plantou a casta Castelão que trouxe do Ribatejo.

Em 2004, surge pela primeira vez a referência Periquita Branco.

Periquita Branco 2013

Nesta colheita de 2013 temos um lote de Verdelho, Viosinho e Viognier.
Fermentou apenas em inox e o Periquita Branco 2013, é um vinho que na boca é leve, com boa fruta e uma acidez razoável.

Com um PVP de €4, é uma escolha segura.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004

Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004

Escrever sobre este Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004, implica mencionar que foi comprado num supermercado.
Porquê? Porque sendo eu um apaixonado pelas coisas do vinho os supermercados são talvez dos sítios que mais mal tratam os wine geeks.
Mas onde mais vinho compro, por uma questão de oportunidade e facilidade.

Já andava a namorar este 2004 da Jose Maria da Fonseca há uns meses, imaginava como estaria, como seria o seu nariz, que tipo de especiarias teria, se valeria a pena desembolçar €10,00 para provar um vinho engarrafado em 2006 e que se encontrava no linear no cantinho destinado aos vinhos das Terras do Sado em 2013.
Domingos Soares Franco é não só o vice-presidente como também o enólogo da Jose Maria da Fonseca.

Quem gosta verdadeiramente de vinho importa-se com estas coisas.

Felizmente, para nós consumidores, a fraca rotação destas referências nesta loja fez com que o Pão de Açucar em Olhão, alterasse o preço para uns mágicos €8,99 a garrafa.
Convencido do abaixamento no preço de €1,01 para este Syrah, a garrafa rumou até minha casa.

Como não sou fã de decantar vinhos, preferindo que a sedução aconteça no copo, abri este Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004 e aguardei pelo melhor!

Este é daqueles vinhos que na cor já apresenta alguma evolução, notando-se já um certo acastanhado. Não muito, mas o suficiente para lhe dar algum charme.
Depois no nariz temos aquela agradavel sensação de um aroma especiado, até já com algum couro e uma ténua baunilha.

Na boca temos um tinto inconfudivelmente da Peninsula de Setubal, leve, não engana.
Mas tratando-se da casta Syrah, obtemos aquela sensação de especiarias mais picantes ainda com uma agradavel frescura.
Um vinho muito macio, onde os oito meses anunciados pelo produtor de estágio em cascos novos de carvalho Françês e Americano, passados nove anos deixaram um agradavel final tostado.
Vale a pena ler a nota de prova do Ricardo Oliveira em Dezembro de 2011, para ver a evolução deste vinho.

Um bom Syrah de Setubal que prova que se podem encontram bons vinhos de colheitas mais antigas nos supermercados, mas não vale abusar da sorte!