9ª Algarvini – visita

Teve inicio ontem, Sexta-feira a Algarvini nesta sua nona edição e irá decorrer até 11 de Março na Expoalgarve – NERA em Loulé.
Este ano têm menos marcas. Mas ainda assim a valer bem a pena a visita. Tive foi saudades de um bom copo que a feira já teve.

Desta vez fui sem DSLR e apenas munido de telemovel com o inseparavel caderno. Menos fotografias, mas mais tempo para conversar.

A visita valeu a pena essencialmente pelos novos contactos e pela oportunidade de rever caras tão queridas que de outra forma é dificil reencontrar.

vinhos piorro

Provei pela primeira vez os vinhos Piorro, com quintas em Mesão Frio e Guiães no Douro, gostei deles pela honestidade. Cheiram a Douro e respeitam na perfeição a região. O tinto colheita é muito equilibrado, um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca com um P.V.P. anunciado de €3,5 – um achado pela qualidade que apresenta.

carvalhas

Deambolei mais um pouco e passei pelo stand da Real Companhia Velha, onde me foi dado a provar um dos seus novos topos de gama. O Carvalhas Branco, com uvas de vinhas velhas da Quinta das Carvalhas, um senhor vinho branco de inverno, cheio de complexidade e bastante denso. Gostei.

José Maria da Fonseca Colecção Privada Syrah e Touriga Francesa 2011

Próxima paragem José Maria da Fonseca, também com novidades.
José Maria da Fonseca Colecção Privada Syrah e Touriga Francesa 2011, um Syrah que foi tomar banho num mar de violetas. Muito fino, pimenta preta, refinado e a mostrar que o Syrah casa com Touriga Francesa. Gostei e quero repetir com mais tranquilidade.

José Maria da Fonseca Colecção Privada Branco
Outras das novidades na gama Colecção Privada é um blend branco de 2012, Gruner Veltliner, Rabigato e Viognier. Três castas que aprecio bastante, que resultam num branco diferente, com pinta internacional. Quero ver como irá resultar no Verão!

Ficou muito para ver, as feiras são sempre assim e o vinho não lida bem com correrias. Gostei acima de tudo das conversas que mantive!

E para o final algo bem doce!

tokaj

Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2011

Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2011

Desde que visitei a região do Alto Adige e pude provar finalmente a casta branca Gewürztraminer, fiquei fã da mesma.
E dessa forma tenho tentado provar e conhecer melhor os vinhos Portugueses mono varietais feitos com esta casta.

Em Maio último encontrei num linear de um supermercado o Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2010, comprei-o logo.

Depois em conversa num movimentado grupo no Facebook, com o enólogo Paulo Coutinho da Quinta do Portal, ficou o repto em encontrar o Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2011. Para vermos o resultado do trabalho do seu colega Jorge Moreira.

Recordar que sobre o produtor, é um clássico de Portugal, remonta ao ano de 1756 a criação da Real Companhia Velha. E a viticultura deste vinho está a cargo de Rui Soares.

Apresentado em Maio último comprei-o, há poucas semanas num reconhecido supermercado Algarvio, com um P.V.P. que rondava os €10,00.

De cor palha com laivos esverdeados.
Com um nariz poderoso, com um aroma característico a lichias com uma pelicula doce, quase que caramelizadas.
Na boca picante, com uma boa estrutura, mineral e com grande carga de acidez.
Mas também bem vincado pela madeira.
O final é longo com um toque agradavel entre o caramelo e o herbáceo.

Quanto à questão do Paulo Coutinho sobre o potencial que o vinho apresenta para envelhecimento em garrafa, acho que vai evoluir bem, talvez a madeira fique mais integrada e se perca alguma mineralidade, mas continuará a ser um grande vinho.

Vou ter de comprar mais uma garrafa e encomendar desta vez sushi!

Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2010

De férias, com tempo para esmiuçar lineares eis que leio – Gewurztraminer!
Flash back imediato para um dia magnífico que passei a visitar a Cantina Tramin e a Cantina Terlan em terras do Alto Adige em meados de Outubro do ano passado.

As coisas do vinho são assim emocionais. A garrafa do Quinta de Cidrô Gewurztraminer 2010, foi para o cesto e foi o #vinhodanoite de ontem.

Um vinho para quem aprecia outros aromas, outros sabores, mineralidade e um toque seco e picante nos vinhos brancos.
Ainda não tinha provado nenhum vinho Português elaborado com a casta Gewürztraminer e gostei bastante deste.
O seu preço ronda os €10,00.

Quinta de Cidrô Gewurztraminer 2010
Vinho produzido pela Real Companhia Velha.
Nota de prova:
Palha na cor.
No nariz bastante aromático feminino, exótico, rematam as líxias.
Na boca destaca-se uma agrádavel mineralidade e uma boa acidez com um travo a verde.
De final seco apimentado.