Quinta do Gradil Sauvignon Blanc e Arinto 2012

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Visitei pela primeira vez a Quinta do Gradil em meados de Abril de 2011 e os seus 100 ha de vinha com o palácio setecentista marcam bem a paisagem.
Mas o mais importante tem sido o trabalho e paciência em fazer crescer uma marca e os respectivos vinhos, reconheço essa inteligência no Luís Vieira.

Com uma conjugação de castas a piscar o olho ao mercado da exportação este blend Sauvignon Blanc e Arinto é o meu branco preferido deste produtor da região de Lisboa. Este novo rótulo já apresenta até o nome da casta Sauvignon Blanc em primeiro plano, compare com uma edição anterior.
Foi com curiosidade que provei a sua mais recente edição, o Quinta do Gradil Sauvignon Blanc e Arinto 2012.

QuintadoGradilSBeArinto12

No nariz temos a exuberância aromática do Sauvignon Blanc. Depois na boca é rematada com a acidez viva e fresca do Arinto, boas notas minerais com aromas a fruta – Ananás. Com um final longo.

Um branco para o Verão a pedir o marisco da Ria Formosa!

Nota: Vinho enviado pela Quinta do Gradil.

Bétula 2011

Bétula 2011

Muito se fala na tipicidade de cada região e dos vinhos de cada uma delas. Sou um defensor dessa mesma tipicidade, mas pelo meio tem de existir alguma irreverência.
E é disso que se trata quando bebemos e falamos deste branco do Douro – Bétula.

O Bétula 2011, continua a ser um blend de 50% Sauvignon Blanc e Viognier.

Um branco que pede peixe com mais gordura ou uma boa salada Caesar!
Gosto da tropicalidade do aroma deste vinho e da ligeira baunilha que apresenta.
Na boca a acidez, a mineralidade, o volume e o toque picante complementam a experiência.

Um branco irreverente para quem quer explorar outras sensações.

Nota: Vinho enviado pela produtora Catarina Montenegro.

Bétula 2010

Bétula Branco 2010

É sem sombra de dúvidas o artigo que esteve mais tempo em draft aqui no blog, não merecia pois o Bétula 2010, foi um dos meus vinhos brancos preferidos de 2011.

Bétula Branco 2010

Um blend de Sauvignon Blanc e Viognier produzido na freguesia de Barrô. Na Região Demarcada do Douro, concelho de Resende, paredes meias com a região dos Vinhos Verdes.
É daquelas combinações que só provando se pode julgar a escolha das castas.

O resultado é um vinho elegante, com uma acidez revigorante.

Bétula 2010

Um branco que pede camarão frito – divinal.

Sobre a enologia aplicada a este vinho, pelo enólogo Francisco Montenegro. Este vinho como já referi é um blend de 50% de Viognier que fermentou em madeira. Para conferir mais corpo e volume e trabalhar os sabores que esta casta consegue desenvolver em contacto com a madeira.
Os restantes 50% são Sauvignon Blanc, que fermentaram em inox, para manter a essência desta casta.

É isto que mais gosto do mundo dos vinhos, as combinações menos óbvias a produzirem grandes vinhos.

Agora é aguardar pelo 2011 que merece repousar mais umas semanas antes da prova!

Nota: Vinho enviado pela produtora Catarina Montenegro.