Duorum Colheita 2011

Duorum Colheita 2011

Definitivamente 2011, para o Douro, está a revelar-se como um ano mítico, não será de estranhar que a Duorum, tenha também optado por um Colheita nesta sua referência de vinho de mesa.
Assim temos o Duorum Colheita 2011, um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.

Não tendo tido ainda oportunidade de provar colheitas anteriores o perfil deste vinho era para mim completamente desconhecido.

Foi vinificado totalmente em inox, estagiou depois em barricas de carvalho Francês e Americano de diferentes anos durante 10 meses.
O ano de 2011 no Douro permitiu criar excepcionalmente vinhos com muita fruta, grande complexidade aromática, bem como taninos firmes e com a passagem por madeira, podem imaginar muito bem qual o resultado deste Duorum Colheita 2011.

De uma cor vermelha densa distinta. No nariz somos invadidos por uma grande concentração de aromas a amora e ameixa, qual compota! Ainda surgem aromas a flores silvestres e a tosta vem reforçar um nariz muito complexo.
Na boca temos volume, densidade e uma acidez revigorante. Com muita fruta madura abundante e juventude. Fazem dele um vinho que pode ser já apreciado na sua totalidade, para quem quer um vinho com garra ou pode ser guardado para podermos observar a sua evolução.

Grande surpresa.

Um vinho do Douro, com PVP anunciado a rondar os €10, mas que irá bater-se muito bem com reservas até com preço ligeiramente superior.

Nota: Vinho enviado pela Duorum.

Pôpa TR 2008

Quinta do Pôpa Tinta Roriz 2008

Só em meados de Fevereiro consegui abrir calmamente o Pôpa TR 2008, Sábado em família e um grande vinho para o almoço.
Não escondo a amizade e respeito que tenho pelo Stéphane e pelo resto da equipa da Quinta do Pôpa.

Este Tinta Roriz apresentava uma cor vermelha pouco densa. Aroma a baunilha e uma agradável madeira. Na boca fruta bastante madura, profundo, fumado, boa estrutura com os taninos bem redondos, só a aparecerem no final para avivar este vinho. Boa acidez.
Saboroso e longo.

Fiz bem em ter demorado a abrir esta garrafa.
Nada cansado e com grande classe, um vinho do Douro que mostra que se podem fazer grande mono castas de Tempranillo, digo Aragonez, irra Tinta Roriz!

Comparando com o 2007, para além de ter um novo rótulo, achei este vinho mais seguro, mais completo.

Nota: Vinho enviado pela Quinta do Pôpa.

Beyra Tinto 2011

Beyra Tinto 2011

No Verão passado, em casa dos vinhos que mais vezes repeti, foram sem dúvida os Beyra brancos. Pela novidade e pela mineralidade que apresentavam.

E hoje finalmente encontrei à venda o Beyra Tinto 2011.
A expectativa era grande pois tinha gostado muito dos brancos e queria ver como iria ser a minha reacção com o primeiro tinto.
Os rótulos desta marca têm por base uma carta militar com o rio Douro como referência e sempre assinalando a cidade do Porto e o lugar da Vermiosa com a marca Beyra em maiúsculas.

No nariz ao início não foi muito expansivo, apenas um aroma a violetas parecia despontar, com o tempo os frutos vermelhos e uma ligeira baunilha ocupam o lugar.
Na boca revela-se um vinho com grande frescura, pimenta preta no final e com uma boa acidez que o torna bastante agradável.
É um vinho leve, com um corpo feminino mas o trabalho em barrica mesmo que ligeiro confere-lhe outra complexidade e permite-lhe despertar outras sensações no paladar.

Estamos a falar de um vinho que no linear de um supermercado é vendido a €3,99, um vinho bem feito e que no copo transmite bastante mais do que esse valor.
A repetir sem dúvida alguma.

Falta-me agora encontrar o outro tinto apelidado de Quartz.

Passagem Reserva 2009

Passagem Reserva 2009

Este Passagem Reserva 2009, foi comprado no final do ano passado na Garrafeira About Wine em Faro e foi dos primeiros tintos que abri este ano.
Ainda não tinha tido oportunidade de provar esta referência da Quinta de La Rosa e não podia ter ficado mais satisfeito com a compra.

Um blend jovem do Douro baseado em apenas três castas, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.

No copo é denso, retinto, o nariz mostra uma barrica bem doseada e gulosa com aromas a flores silvestres.
Na boca temos um vinho bastante harmonioso com os taninos só a aparecerem no final. A acidez está no ponto e o toque mentolado é distinto.
Fiquei a pensar como acompanharia umas costeletas de borrego grelhadas em boas brasas!!

Por cerca de pouco mais de €10, é um vinho muito seguro e competente.

Qual será o significado do X no rótulo?

Quinta do Pôpa Tinta Roriz 2007

Quinta do Pôpa Tinta Roriz 2007

Primeiro a fotografia, gosto bastante de fotografia e ligo-a muito quando tento escrever sobre vinho ajuda-me a completar este puzzle.

Nota: Vinho enviado pela Quinta do Pôpa.

Sobre o Quinta do Pôpa Tinta Roriz 2007, passou quatro meses em pipas de carvalho francês de 650 litros no Douro.
Imaginar como seria a aceitação deste e de outros vinhos Portugueses nos mercados internacionais se ostentacem Tempranillo, no rótulo!

Este Tinta Roriz de 2007 é de cor ruby já a ganhar tons acastanhados.
Ao abrir a garrafa o primeiro aroma é a flores silvestres, não o cheguei decantar, depois com o passar do tempo veio a ameixa a dominar.
Na boca temos um vinho macio, daqueles que podemos servir com muita confiança à esposa que não aprecia vinhos díficeis.
Os taninos são servidos em pequenas pepitas de chocolate.
E este vinho da Quinta do Pôpa ganhou aquela seiva da madeira que tanto aprecio.
Sente-se que não é vinho do ano, mas não está cansado, loge disso. Temos antes mais notas de evolução.
O final é longo, com uma ligeira pimenta.

Gostei.

O teor alcoólico, é de 14,5% ideal para muitos mercados.
Fiquei curioso como poderia combinar com um borrego assado num forno de lenha, acabado de fazer!

TRePA 2007

Quinta do PôPa

Quinta do PôPa

Os vinhos da Quinta do Pôpa vêm impregnados de irreverência, sem nunca esquecer a tradição.
Incompatível? Creio que não.

Este Trepa 2007, é catalogado como vinho de mesa pois é um blend de duas castas oriundas de duas regiões diferentes.
Não é novidade absoluta a mescla de uvas entre regiões, a originalidade centra-se na escolha de Tinta Roriz do Douro desta mesma quinta e de Baga da Vinha da Panasqueira (Vinha Pan) em Anadia.

A enologia está a carga em ambas as vinhas do químico Luís Pato, reforçando ainda mais a irreverência deste vinho.

Trepa 2007

TRePA 2007
Produtor: Quinta do Pôpa.
Nota: Com um aroma pouco exuberante temos amoras e madeira selada por uma resina.
Na boca uma acidez agradável, um toque de madeira com a alegria das amoras.
Uma feliz combinação de baga e tinta roriz.
(Provado a 25/01/2012)

Nota: Vinho enviado pela Quinta do Pôpa.