Adega de Borba Rosé DOC 2012

Adega de Borba Rosé DOC 2012

Das novidades recebidas da Adega de Borba nesta primavera, já só faltava falar sobre o Adega de Borba Rosé DOC 2012!

Um Rosé feito a partir de Aragonez e Syrah.
Com uma cor bem atractiva, bem forte e que apenas passou por inox. Com um PVP, de €2,99.

No nariz temos uma explosão de groselhas e ameixas vermelhas. Na boca temos toda a juventude de um 2012, fresco, com muita fruta – um vinho facil.

Eu fiquei a pensar numa Açorda de gambas, como food pairing!

Nota: Vinho enviado pela Adega de Borba.

VIRGO vezes dois

Virgo

A marca Virgo nasce da experiência e irreverência do produtor Alentejano Torre do Frade.

O Virgo 2010 Tinto, chegou primeiro ao mercado e têm a particularidade de apresentar parte do rótulo personalizavel e destacavel.
Motivo mais do que suficiente para poder obter alguma atenção entre as milhares de referências produzidas em Portugal no que toca a vinho.

A enologia está a cargo de Paulo Laureano, e este 2010 é um blend das castas Syrah, Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonês.
No copo temos um vinho jovem com aromas a frutos vermelhos. Na boca gostei da acidez e do toque especiado do Syrah. É bastante agradável de saborear.
Os taninos estão bem domados, tornando o vinho facil e sem necessidade de tempo em cave.

Mais não se podia pedir, pois a comunicação é jovem e sem complexos.
Não há referências a concursos nem a pontuações.
Apela-se à fraternidade, à comunhão e à partilha de boas experiências à mesa.
Um vinho que convida ao convivio entre amigos.

Virgo

O Virgo este ano recebeu mais uma referência desta vez a colheita de 2011 do branco.
O Virgo 2011 Branco é também um blend, mas de Arinto, Viognier e Antão Vaz.
Uma combinação pouco usual no Alentejo, mas que produz um resultado muito agradável e exótico.
Um branco com acidez, secura e um travo a verde.

Virgo

Tenho carinho por estes dois vinhos porque são rebeldes na sua comunicação e são vinhos com uma comunicação jovem e descomplexada prontos para consumir.
E não são só um produto de design.

Nota: Vinhos enviados pela Torre do Frade.

Visita à Herdade da Calada

Herdade da Calada
Vista interior da Adega da Herdade da Calada

No dia de ontem a convite da Herdade da Calada, visitei as suas instalações, juntamente com alguns jornalistas e profissionais da hotelaria.
Obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho como wine blogger.

Herdade da Calada
Barricas da Herdade da Calada

A Herdade da Calada foi fundada em 1854 pelos descendentes dos duques de Lancaster.
Ficando situada na estrada N18, ao Km 12, sentido Évora – Estremoz, com um total de 420 hectares, tendo 37 hectares de vinha.
Este pequeno produtor Alentejano, produz anualmente cerca de 150000 garrafas de vinho.
É possível pernoitar na herdade visto esta dispor de duas suites destinadas ao enoturismo.

Herdade da Calada

A visita à adega e sala de barricas, foi conduzida pelo Eduardo Cardeal, enólogo e director de produção desta casa Alentejana.
De seguida foram apresentados estes três vinhos, que depois acompanharam alguns dos pratos servidos ao almoço, complementado a apreciação dos mesmos.

Herdade da Calada - Baron de B Reserva Branco 2010
Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010

Baron de B Reserva 2010
produzido pela Herdade da Calada.

Nota de prova:
De cor amarela palha. Aroma baunilhado. Na boca ligeiro toque de madeira, untuoso, boa fruta e com notas suaves de baunilha.
Com um final agradável.

Quanto ao Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010, este apresenta menos madeira que nas anteriores edições, tornando-se assim a meu ver mais agradável.
O preço deste Reserva ronda os €10,00 de P.V.P..
Um mono varietal de Antão Vaz, 100% fermentado em barricas novas de carvalho Francês com 8 meses de battônage.

Herdade da Calada - Caladessa 2010
Herdade da Calada – Caladessa 2010

Caladessa 2010
produzido pela Herdade da Calada.

Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a flores silvestres e amoras maduras.
Na boca fruta madura com notas herbáceas e boa acidez.
Final médio.

Um blend de Tinta Caíada, Alfrocheiro e Touriga Nacional.
Em termos de P.V.P. está na muito disputada casa dos €5,00.
Para quem procura um vinho tinto que não seja só fruta madura, vai encontrar neste um toque herbáceo a fazer lembrar relva acabada de cortar.
Um vinho competente para o preço a que recomendam a sua comercialização.

Herdade da Calada - Touriga Nacional - Syrah 2009
Herdade da Calada – Touriga Nacional – Syrah 2009

Herdade da Calada Touriga Nacional – Syrah 2009
produzido pela Herdade da Calada.

Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a fruta negra, com um final floral.
Na boca especiado, boa concentração de fruta a lembrar azeitonas pretas.
Com um final longo.

Neste Touriga Nacional – Syrah 2009, podemos apreciar a boa concentração de fruta e o toque a especiarias característico da casta Syrah.
Revelando-se um vinho bastante guloso.
Foi o meu preferido destes três.

Herdade da Calada - Clemente de B - Desert wine.
Herdade da Calada – Clemente de B

O almoço terminou com o vinho de mesa licoroso, Herdade da Calada – Clemente de B.
Este vinho é um 100% Moscatel, que estagiou em cascos de carvalho Francês de 225 litros durante 4 anos.
Na boca temos um sabor muito agradável a laranja cristalizada e figos, com uma boa acidez para um vinho licoroso.

E terminava assim uma visita bastante interessante.

A empresa pretende aumentar a produção e certificar a Adega para a produção de vinhos biológicos a partir da vindima de 2012.
Em termos de novidades com castas têm plantado Alvarinho e Touriga Franca.
O que se poderá esperar destas duas castas plantadas em pleno interior do Alentejo?
Estou curioso.